Fonte: eldestapeweb

Russos estão enfrentando filas para adaptar seus veículos ao uso de gás liquefeito de petróleo (GLP), depois que os ataques ucranianos a refinarias provocaram escassez de combustíveis em todo o país, elevaram os preços da gasolina e geraram longas filas nos postos de abastecimento.

Egor Popov, cuja empresa Garant-Gas é especializada na instalação de equipamentos para conversão de veículos para funcionamento com GLP em Moscou, afirmou que a demanda aumentou significativamente.

“Temos lista de espera até setembro”, disse.

Mesmo antes de os preços internos da gasolina atingirem níveis que, em alguns momentos, superaram os praticados nos Estados Unidos e na Europa, o GLP na Rússia já era relativamente barato e amplamente disponível. Isso fez do país um dos líderes mundiais no uso de propano e butano como combustível automotivo.

Segundo a Associação Mundial de GLP (World LG Association – WLGA), a Rússia consumiu cerca de 3,5 milhões de toneladas métricas de GLP como combustível para veículos em 2024.

De acordo com dados oficiais russos, o combustível automotivo respondeu por 54% do consumo total de GLP no país no ano passado. Pouco mais de um terço foi destinado como matéria-prima para a indústria petroquímica.

Serguei Medvedev, proprietário da empresa Medvedev GBO, também especializada na conversão de veículos para GLP, afirmou que está recebendo muito mais solicitações do que consegue atender.

“Recebemos 276 ligações em um único dia, mas conseguimos atender apenas cerca de 30 ou 40”, explicou.

Medvedev acrescentou que o GLP apresenta vantagens claras para os consumidores.

“Não há filas e os preços são cerca de 50% a dois terços mais baixos do que os da gasolina nos postos.”

O butano e o propano, produzidos durante o processamento do gás natural e o refino do petróleo bruto, também apresentam uma vantagem ambiental, pois geram menores emissões quando comparados à gasolina.

Fonte: eldestapeweb