Fonte: Valora Analitik

O diretor do projeto de importação de GLP de Puerto Bahía afirmou que o setor privado aumentou sua participação nesse mercado nos últimos cinco anos.

Diante da queda na produção de gás na Colômbia, o setor de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) vem se preparando há dez anos, com o objetivo de realizar investimentos em seus terminais portuários. A Associação Colombiana de GLP (Gasnova) mencionou Okianus e Puerto Bahía, pontos de importação localizados em Cartagena. Essa infraestrutura proporcionaria maior garantia de abastecimento no médio e longo prazo. Segundo a entidade, também fortalecerá o fornecimento para diversos setores do país.

A Colgas, principal empresa de GLP, afirmou que o projeto Okianus recebeu um investimento totalmente privado de US$ 34 milhões. O porto possui capacidade de armazenamento de 7.500 toneladas e pode receber navios de até 20.000 toneladas. Outro ponto destacado pela entidade é que, com a atual capacidade de importação existente em Cartagena, seria possível atender a 85% da demanda da Colômbia.

“Em 2026, vamos importar 560.000 toneladas, o que representa 58% da demanda do país. Em 2027, serão aproximadamente 720.000 toneladas importadas por meio do porto de Okianus”, afirmou Marco Antonio Vélez, gerente de operações da Colgas.

As declarações não pararam por aí. O executivo afirmou que a Colgas conta com um sistema logístico terrestre para transportar esses volumes. Acrescentou que Okianus dispõe de 16 baias de carregamento simultâneo, apoiadas por 700 caminhões-tanque com capacidade para movimentar até 90.000 toneladas por mês. Segundo o executivo, essa estrutura proporciona segurança aos clientes do setor industrial. O número de clientes que migraram do gás para o GLP chega a 60.

Por outro lado, Pedro Rosales, diretor do projeto de importação de GLP de Puerto Bahía, afirmou que houve avanços em um novo complexo em Mamonal (Bolívar), à esquerda do rio Magdalena. Acrescentou que foi disponibilizada uma capacidade de entrega de 20.000 toneladas por mês por meio de barcaças de 4.400 toneladas. No entanto, afirmou que o empreendimento completo entrará em operação no início de 2028.

“O novo tanque de armazenamento que vamos construir terá capacidade para 30.000 toneladas refrigeradas, o que, em termos quantitativos, representa quatro vezes o que atualmente existe de capacidade de abastecimento no país. Teremos condições que nos permitirão entregar inicialmente 720.000 toneladas por ano”, afirmou Rosales.

A Gasnova afirmou que isso facilitaria o recebimento de navios gaseiros dos tipos ‘Very Large Gas Carrier’ e ‘Medium Gas Carrier’. O projeto teria como objetivo alcançar maior eficiência logística, além de reduzir os custos de frete e o preço da molécula.

Rosales destacou que, há cinco anos, a Ecopetrol produzia a totalidade do GLP, enquanto em 2027 sua participação na produção poderá cair para 20%. Dessa forma, tanto a Colgas quanto o executivo de Puerto Bahía concluíram que a capacidade disponível para importações por Cartagena poderia atender a até 85% da demanda de GLP da Colômbia.

Fonte: Valora Analitik