O ministro de Hidrocarbonetos e Energias, Marcelo Blanco, ratificou que o Governo nacional manterá o subsídio aos combustíveis no país, apesar do complexo contexto internacional e do aumento contínuo do preço do petróleo em nível mundial.

Esse ministério divulgou uma mensagem por meio de seus canais de comunicação neste sábado.

A autoridade explicou que o Estado realiza um “enorme esforço fiscal” com o objetivo de proteger a economia familiar e os setores produtivos, evitando que o aumento dos custos internacionais seja repassado ao mercado interno e gere impacto inflacionário.

Subsídio

Segundo o Ministério de Hidrocarbonetos e Energias, o cenário internacional mudou drasticamente devido à guerra e a fatores externos que provocaram um aumento abrupto do preço do petróleo bruto. O barril de petróleo passou de US$ 51 em janeiro de 2025 — referência estabelecida pelo Decreto Supremo 5516 — para US$ 104 atualmente, duplicando os custos de importação de combustíveis.

“Apesar de o custo internacional ter dobrado — elevando drasticamente a pressão sobre os custos de importação após a retirada do subsídio —, a gestão do presidente Paz Pereira decidiu absorver esse impacto para evitar um choque inflacionário no mercado interno”, diz a comunicação.

Diferença entre preços

De acordo com os dados oficiais, se fossem aplicados os preços internacionais, os combustíveis registrariam aumentos significativos.

De acordo com a publicação, o GLP por quilo custa atualmente 2,25 bolivianos e seu preço real internacional chegaria a 15,67 bolivianos.

Assim, a gasolina custa hoje 6,96 bolivianos e, segundo as projeções estatais, seu valor subiria para 10,48 bolivianos por litro, enquanto o diesel (por litro) passaria de 9,80 para 14,22.

O Ministério assegurou que, embora o subsídio represente uma elevada carga para as finanças públicas, a medida continuará sendo aplicada de forma estratégica para garantir o abastecimento nacional.

Fonte: La Razón