Fonte: Surtidores Latam – Sol Bermo
Digitalização, dados, automação e inteligência artificial estão modificando a logística, a rastreabilidade, a manutenção e a relação com os usuários de gás liquefeito de petróleo na América Latina.
Quando se fala em inovação energética, a atenção costuma se concentrar nos grandes parques solares, nas turbinas eólicas, no hidrogênio ou nos veículos elétricos. O GLP, por outro lado, raramente aparece associado a essa transformação. Sua presença cotidiana é tão disseminada que muitas vezes se torna invisível.
No entanto, por trás de um produto conhecido por milhões de residências, estabelecimentos comerciais e indústrias, existe uma operação de alta complexidade que vem incorporando novas ferramentas para aprimorar seus processos.
A Associação Ibero-Americana de GLP registrou essa evolução e destacou que boa parte das mudanças mais importantes não está naquilo que o usuário observa, mas nos sistemas que permitem armazenar, controlar, transportar e entregar o energético.
A cadeia conecta refinarias, terminais, plantas de distribuição, transportadores e distribuidores. Nela são realizadas diariamente atividades de inspeção, requalificação, envase, transporte e comercialização que devem atender a elevados padrões de confiabilidade e proteção.
É justamente nesses processos que começou a ocorrer uma transformação que pode passar despercebida para quem recebe o produto final.
A digitalização está permitindo que as empresas tenham uma visão mais precisa de suas operações. Sistemas de monitoramento, plataformas digitais e ferramentas de análise permitem gerenciar ativos, planejar rotas e administrar.
Por outro lado, o uso da IA permite trabalhar com padrões de consumo, planejamento de estoques, manutenção de equipamentos e otimização de rotas. O objetivo não é simplesmente incorporar uma tecnologia da moda, mas transformar as informações disponíveis em decisões operacionais mais eficientes.
Em uma atividade na qual a logística representa uma parte fundamental do negócio, antecipar a demanda pode evitar deslocamentos desnecessários, melhorar a disponibilidade do produto e utilizar os recursos de forma mais eficiente.
Em termos de segurança, o mesmo ocorre com os ativos. O monitoramento digital permite conhecer melhor seu estado, planejar intervenções e reduzir os riscos associados a falhas ou deterioração.
Da mesma forma, a identificação permanente dos recipientes permite estabelecer uma relação entre cada unidade e a empresa responsável por sua integridade, manutenção e requalificação ao longo de sua vida útil.
Para a AIGLP, essa identificação cumpre uma função que vai além de distinguir um produto. Ela proporciona rastreabilidade e permite associar o ativo a responsabilidades concretas dentro da cadeia.
Fonte: Surtidores Latam – Sol Bermo
