Fonte: El Oriente
As importações de gás liquefeito de petróleo (GLP) já representam 61% da demanda nacional. A Gasnova alerta que essa participação poderá superar 70% caso seja mantido o ritmo registrado ao longo de 2026.
A Colômbia enfrenta uma crescente dependência das importações de gás liquefeito de petróleo (GLP) para atender à demanda nacional. Segundo a Associação Colombiana de Gás Liquefeito de Petróleo (Gasnova), as compras externas já representam 61% do consumo do país e poderão superar 70% em 2027.
O alerta ocorre em meio à redução da oferta nacional de GLP, que tem levado o mercado a depender cada vez mais do produto importado. Mantido, nos próximos meses, o crescimento observado no primeiro semestre de 2026, a Gasnova estima que as importações poderão atender a mais de 70% das necessidades do mercado no início do próximo ano.
Importações de GLP ganham espaço na Colômbia
A Gasnova afirmou que o aumento das importações não provocou impactos no abastecimento do mercado colombiano. A entidade atribui essa estabilidade, entre outros fatores, aos investimentos privados realizados em infraestrutura para a importação do combustível.
As entidades do setor defendem mudanças nos trâmites administrativos, maior estabilidade regulatória e incentivos para retomar projetos que permaneceram paralisados nos últimos anos.
Esses investimentos permitiram ampliar a capacidade de recebimento de GLP importado e garantir, segundo a Gasnova, um fornecimento seguro e ininterrupto do energético.
A entidade também destacou que o preço da oferta nacional regulada de GLP está atrelado, há mais de uma década, ao indicador internacional Mont Belvieu, que também é utilizado como referência para o produto importado.
Por esse motivo, a Gasnova sustenta que o aumento das importações não provocou mudanças abruptas nos preços do mercado nacional.
Infraestrutura será fundamental para o abastecimento de GLP
O crescimento das importações representa um desafio para a segurança energética da Colômbia. Por isso, garantir infraestrutura suficiente para receber e distribuir o GLP será essencial para atender à demanda.
Fonte: El Oriente
