Imagem: La Razón
Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) despacha diariamente 1.375 toneladas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) em nível nacional, volume que cobre a demanda projetada e garante o fornecimento sem interrupções.
Foi o que confirmou neste sábado o presidente da estatal, Armin Dorgathen, que desmentiu rumores de desabastecimento e pediu à população que evite compras compulsivas.
De acordo com dados da YPFB, La Paz recebe 452,3 toneladas diárias, Cochabamba 201 toneladas e Santa Cruz 280 toneladas, volumes autorizados pelo Comitê de Produção e Demanda (PRODE).
“O GLP não é importado: nós o produzimos em nossos campos petrolíferos, refinarias e plantas separadoras. Não há escassez”, ressaltou Dorgathen, ao afirmar que os botijões estão disponíveis por Bs 22,50 nos postos da YPFB e nos centros de distribuição autorizados.
GLP
A estatal opera 28 plantas de envase e habilitou 50 postos de serviço em todo o país para venda direta ao público. Em La Paz e Santa Cruz, foram implementados horários extraordinários para aumentar a produção.
Álvaro Tumiri, gerente de Comercialização da YPFB, detalhou que somente neste sábado foram despachados 28.000 botijões da Planta Senkata, e, com um segundo turno, esse número superaria 32.000 unidades.
Dorgathen esclareceu que algumas distribuidoras privadas falsamente associaram a falta de diesel, cuja importação foi afetada pela escassez de dólares, a uma suposta escassez de GLP.
“Isso é falso. Nossos postos estão abastecidos. Pedimos calma: o gás está garantido”, insistiu.
O presidente da estatal esclareceu que houve problemas na distribuição de botijões porque os caminhões estavam sem combustível, mas não por falta de produção.
A produção de GLP é sustentada por campos como Río Grande e Carlos Villegas, além das refinarias Gualberto Villarroel (Cochabamba) e Guillermo Elder Bell (Santa Cruz).
Apesar dos desafios logísticos causados pela escassez de diesel, a YPFB mantém operações 24 horas para evitar que a crise energética afete um produto essencial para os lares e pequenos negócios.
Fonte: La Razón