Imagem: The Maritime Executive
Os nove membros da tripulação a bordo do navio transportador de gás GLP CGAS Saturn foram libertados e passam bem, após a difícil experiência vivida na África Ocidental. A proprietária da embarcação, Christiania Gas, anunciou em 29 de dezembro que a tripulação havia sido libertada e estava sendo repatriada.
O incidente teve início em 3 de dezembro, quando o CGAS Saturn (3.090 toneladas de porte bruto – dwt) navegava a aproximadamente 50 milhas náuticas a oeste da costa africana, com destino a Malabo, Guiné Equatorial. Segundo relatos, os 13 tripulantes foram reunidos por um número desconhecido de piratas que abordaram o navio. Pertences pessoais também foram roubados.
Os piratas sequestraram nove tripulantes ao deixarem o navio. Eles deixaram quatro pessoas a bordo e, posteriormente, a Christiania informou que uma delas sofreu ferimentos leves. Inicialmente, o ferido foi atendido no próprio navio e, mais tarde, transferido para um hospital em terra para receber cuidados médicos. Após o incidente, foi possível conduzir a embarcação a um porto seguro na África Ocidental.
A empresa não forneceu detalhes sobre a libertação dos tripulantes nem sobre suas nacionalidades. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores da Polônia informou hoje que um marinheiro polonês havia sido libertado e que já estava em casa com a família.
Embora o nível de atividade pirata tenha diminuído na região, consultores de segurança continuam destacando que o perigo permanece elevado na costa da África Ocidental. De acordo com o Neptune P2P Group, houve pelo menos 17 incidentes de roubo armado ou pirataria registrados no Golfo da Guiné nos últimos 12 meses. Entre janeiro e setembro, o International Maritime Bureau (IMB) calculou que um total de 14 tripulantes haviam sido sequestrados. Roubos e sequestros para pedido de resgate seguem sendo uma das principais ameaças a embarcações que operam na região.
Fonte: The Maritime Executive
