Em 2025, o GLP consolidou-se como aliado estratégico do gás natural no balanço energético do país

A Ecopetrol utilizou o GLP como substituto do gás natural durante a manutenção do terminal de regaseificação da SPEC, o único em operação no país, o que permitiu garantir a continuidade energética em meio a essa contingência.

A Colômbia importou, em média, 21.980 toneladas mensais de GLP entre janeiro e agosto de 2025, mais do que o dobro do volume registrado no mesmo período de 2024, superando inclusive, em meses como janeiro, julho e agosto, as 24.000 toneladas — um patamar inicialmente previsto apenas para 2026.

A Associação Colombiana de Comercializadores de Gás (Agremgas) destacou que o aumento das importações de gás liquefeito de petróleo (GLP) ao longo de 2025 reflete a crescente importância desse energético no equilíbrio da matriz energética nacional e a necessidade de fortalecer sua integração nas estratégias de transição e segurança energética do país.

De acordo com as análises da entidade, a Colômbia importou, em média, 21.980 toneladas mensais de GLP entre janeiro e agosto de 2025, mais do que o dobro do volume registrado no mesmo período do ano anterior e muito acima das 10.285 toneladas mensais registradas em 2024.

Em meses como janeiro, julho e agosto, as importações chegaram a superar as 24.000 toneladas, um nível que inicialmente se projetava alcançar apenas em 2026.

Segundo explicou Sara Vélez, diretora executiva da Agremgas, o comportamento do mercado responde, entre outros fatores, a uma maior utilização do GLP em processos industriais e em operações do setor energético, o que demonstra sua versatilidade e capacidade de resposta frente aos desafios do fornecimento de gás natural.

“Ecopetrol aumentou seu consumo interno de GLP para garantir a continuidade de suas operações, o que evidencia que esse energético cumpre um papel fundamental na estabilidade do sistema”, afirmou.

O presidente da Ecopetrol, Ricardo Roa, confirmou em outubro que o GLP foi um dos substitutos do gás natural durante a manutenção do terminal de regaseificação da SPEC, o único em operação no país, o que evidenciou sua utilidade para garantir a continuidade energética diante de contingências temporárias.

Entre janeiro e agosto de 2025, a Ecopetrol ofertou ao mercado 288.434 toneladas de GLP, com uma média mensal de 36.054 toneladas, frente às 42.264 toneladas por mês registradas no mesmo período de 2024, o que reflete uma recomposição natural do equilíbrio entre consumo interno e importações.

A Agremgas ressaltou que essa tendência deve ser interpretada como uma oportunidade para fortalecer a infraestrutura, o planejamento e as políticas associadas ao GLP, de modo que esse energético contribua plenamente para a descarbonização e a competitividade do país.

“O GLP reduz em até 20% as emissões em relação à gasolina e em até 50% em comparação ao carvão, além de ser uma solução imediata para indústrias e regiões não conectadas ao gás natural”, destacou Vélez. “Sua versatilidade e disponibilidade o tornam um aliado imediato para avançar rumo a uma transição energética justa, eficiente e sustentável.”

A Associação faz um chamado ao Governo Nacional e ao Ministério de Minas e Energia para consolidar uma política pública que reconheça o papel do GLP como fonte complementar e estratégica, promovendo incentivos para indústrias que substituam combustíveis mais poluentes e estimulando investimentos em armazenamento, transporte e distribuição que assegurem um fornecimento estável e competitivo em todo o território nacional.

Além disso, a diretora executiva concluiu que “o futuro energético da Colômbia se constrói com o que é eficiente, não apenas com o que é novo. O aumento do uso do GLP deve ser visto como uma oportunidade para avançar na segurança energética e na transição sustentável, reconhecendo seu papel essencial no desenvolvimento industrial e no bem-estar de milhões de lares colombianos”.

Fonte: La Gran Noticia