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Entre os principais desafios, está a urgência de migrar para margens que permitam operar e, ao mesmo tempo, repor investimentos represados.
De acordo com Fabricio Duarte, diretor executivo da Associação Ibero-Americana de Gás Liquefeito de Petróleo (AIGLP), a população utiliza o gás LP todos os dias, em todos os lares, sem exceção.
Durante um painel do Congresso Gas LP 2025, organizado pela Associação Mexicana de Gás LP (Amexgas), Duarte afirmou que, se o preço for controlado de maneira artificial, a deterioração na qualidade do serviço será inevitável.
Gás LP, essencial para a sociedade
Duarte enfatizou que o gás LP é um produto social e essencial, lembrando que o mercado internacional é imprevisível e que a regulação somente funciona quando governo, indústria e sociedade colaboram.
“Uma boa regulação permite planejamento e abastecimento; uma má pode agravar problemas que originalmente seriam controláveis”, advertiu.
O executivo explicou que não há forma de sustentar custos artificiais nem de “fazer mágica” com os preços, lembrando que o combustível, o serviço e a logística enfrentam os mesmos desafios — portanto, qualquer teto alheio às condições de mercado afeta toda a cadeia.
“É preciso explicar ao governo que o gás é o produto mais social que existe no México: chega a povoados, montanhas, cidades, a qualquer canto, todos os dias a partir das 5 da manhã. É uma indústria 100% mexicana”, afirmou.
Duarte ressaltou a necessidade de contar com estruturas operacionais mais ágeis e eficientes.
“Temos que pensar em como mover rapidamente o produto, como atender o consumidor, como escalar, como desenvolver a voz da indústria. Precisamos de uma estrutura eficiente”, destacou durante sua participação.
Ele alertou que congelar preços e evitar a concorrência provoca “um desastre”, citando como exemplo o caso da Argentina.
“Após 20 anos de controle de preços, a liberalização promovida pelo governo gerou incerteza, mas um ano e meio depois os preços ficaram abaixo do teto anterior. A economia se ajustou sozinha e os custos não subiram como se temia”, explicou.
Segurança deve ser prioridade para as empresas
O diretor da AIGLP afirmou que é necessário permitir que as empresas compitam e, em caso de abuso, que a autoridade intervenha para proteger o consumidor.
Também fez um apelo para investir em tecnologia, capacitação e melhores processos.
Entre os principais desafios, destacou a urgência de migrar para margens que permitam operar e, ao mesmo tempo, repor investimentos atrasados.
“Há anos enfrentamos problemas em válvulas, reguladores e bombas; tudo requer substituição constante”, apontou.
Duarte também lembrou que o gás LP envolve riscos, de modo que a segurança deve ser prioridade — pois é isso que pode permitir que a indústria cresça.
Por fim, fez um chamado para trabalhar de forma unida como setor e reconhecer o papel do empreendedor dentro da cadeia de distribuição.
Fonte: Milenio – Negocios
