A empresa Pluspetrol, operadora do Consórcio Camisea, divulgou um comunicado informando as medidas adotadas após a suspensão do transporte de gás natural determinada pela Transportadora de Gas del Perú (TGP).

No documento, a empresa explicou que, após ser alertada sobre o evento ocorrido em 1º de março, e a pedido da TGP, no mesmo dia procedeu à paralisação da produção e ao fechamento das válvulas de fornecimento de gás natural e de líquidos de gás natural, permitindo que a TGP realizasse as intervenções necessárias em seu sistema de dutos.

Além da suspensão do fornecimento de gás natural, a situação também provocou a interrupção do envio dos líquidos de gás natural para a Planta de Fracionamento em Pisco, o que resultou na paralisação da produção de GLP e de outros produtos nessas instalações.

Buscam manter a continuidade dos despachos de GLP

Diante dessa situação imprevista, alheia às operações do Consórcio Camisea, a Pluspetrol informou que está executando diversas ações de contingência com o objetivo de manter a continuidade dos despachos de GLP que possui em Pisco.

A empresa destacou que continua trabalhando de forma ininterrupta e atendendo caminhões-tanque, cuja demanda aumentou, enquanto busca as melhores alternativas para colaborar, neste momento, com a manutenção do sistema energético nacional.

“Apelamos à calma e à responsabilidade de nossos clientes na programação de suas necessidades, procurando manter o consumo dentro dos níveis habituais, a fim de contribuir para a estabilidade do abastecimento enquanto a contingência é solucionada”, afirmou a companhia.

Quando a produção será restabelecida?

A Pluspetrol também informou que colocou seus recursos logísticos à disposição da TGP e está coordenando ações com as autoridades nacionais com o objetivo de contribuir para uma solução rápida da contingência.

“Nossas plantas de Malvinas e Pisco permanecem prontas para retomar a produção em plena capacidade assim que a TGP restabelecer o serviço de transporte nos dutos de gás natural e de líquidos de gás natural”, afirmou a empresa.

A companhia ressaltou ainda que o gás natural seco e os líquidos de gás natural fazem parte de um único sistema de produção. Por isso, o restabelecimento total da produção só será tecnicamente viável quando todo o sistema de transporte estiver plenamente operacional, ou seja, tanto o gasoduto de gás natural quanto o duto de líquidos de gás natural.