O mercado de GLP passou, em 2025, por um de seus períodos mais desafiadores dos últimos anos. Custos em alta, demanda sensível ao preço e uma concorrência intensa obrigaram as empresas do setor a ajustar processos e redobrar o foco na eficiência. Nesse contexto, a Acodike conseguiu encerrar o ano com resultados sólidos e avanços estratégicos.
“O balanço é positivo, mas exigente”, resumiu o gerente-geral da companhia, Ricardo Cartagena, em entrevista à Surtidores, ao avaliar o desempenho do ano. Segundo ele, o mercado se manteve altamente competitivo, com margens apertadas e a necessidade de otimizar cada etapa da operação. Ainda assim, a empresa conseguiu consolidar sua liderança, manter altos níveis de serviço e avançar em investimentos-chave em logística, segurança e experiência do cliente.
CUSTOS, LOGÍSTICA E UM CONSUMIDOR MAIS RACIONAL
Entre os principais desafios do ano, Cartagena destacou a necessidade de operar com maior eficiência em um ambiente de custos crescentes. A pressão foi sentida especialmente no plano operacional, em que a logística, a disponibilidade de frota e a coordenação da cadeia de distribuição desempenharam um papel determinante.
Ao mesmo tempo, o comportamento do consumidor mostrou mudanças claras. “Hoje não basta vender GLP: é preciso vender serviço”, afirmou o executivo, ao descrever um cliente mais racional, que prioriza rapidez, cumprimento e canais simples.
PICOS SAZONAIS E CAPACIDADE DE RESPOSTA
Quanto à demanda por botijões, o ano manteve o padrão sazonal habitual, com picos marcantes durante o inverno. No entanto, a diferença esteve na capacidade de resposta diante desses momentos de máxima exigência.
O planejamento, a gestão de estoque e o cumprimento dos prazos de entrega foram fatores essenciais para sustentar os níveis de serviço mesmo nos períodos de maior pressão operacional — um aspecto no qual a Acodike conseguiu se destacar no mercado.
POSTOS DE COMBUSTÍVEL: UM CANAL COM POTENCIAL
Outro eixo relevante de 2025 foi a integração do GLP com os postos de combustível. Para Cartagena, esse canal é estratégico porque amplia a cobertura, aproxima o produto do cliente e agrega conveniência, em linha com um consumidor que busca resolver múltiplas necessidades em um único lugar.
A experiência foi positiva: ao longo do ano, a Acodike incorporou oito postos de combustível à sua rede de cobertura. “O modelo tem potencial, desde que seja respaldado por processos claros, segurança e uma operação profissional”, afirmou o gerente-geral, antecipando que a empresa espera continuar ampliando essa integração em 2026.
2026 COM FOCO EM EFICIÊNCIA E TECNOLOGIA
Para o próximo ano, as expectativas apontam para um mercado estável, ainda que igualmente desafiador. A diferença, segundo Cartagena, estará na eficiência, na incorporação de tecnologia e em um foco cada vez mais claro no cliente.
Nesse caminho, a Acodike prevê continuar investindo em processos, pessoas e ferramentas que lhe permitam ser mais ágil, segura e confiável. “O objetivo não é apenas crescer, mas fazer as coisas cada vez melhor”, concluiu.
Fonte: Surtidores Latam
