Segundo ministro de Minas e Energia, governo quer que o Brasil seja autossuficiente no gás de cozinha e combustíveis.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o conflito no Oriente Médio deve mudar as estratégias de autossuficiência, incluindo o GLP (gás liquefeito de petróleo), conhecido como gás de cozinha.

Segundo Silveira, o governo quer que o Brasil seja autossuficiente não só no GLP, mas também em outros combustíveis, como o diesel e a gasolina.

A fala do ministro ocorreu durante o evento Latam Energy Week, do setor energético, que acontece no Rio de Janeiro.

No dia 06 de abril, o governo anunciou uma subvenção ao GLP importado, por dois meses prorrogáveis pelo mesmo período, com o objetivo de reduzir o impacto da guerra sobre o dia a dia da população mais vulnerável.

A guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã impulsionou os preços do gás no Brasil.

Após um leilão da Petrobras no fim de março para entrega em abril ter gerado ágios de até o dobro dos valores praticados em contratos tradicionais, o presidente Lula prometeu na semana passada anular a licitação.

Conforme mostrou o CNN Infra, após o leilão, o Ministério de Minas e Energia acionou a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, para avaliar possíveis práticas abusivas na comercialização do GLP no mercado brasileiro.

A dinâmica preocupa o governo diante do potencial de encarecimento do produto para o consumidor final.

“O mundo vive um momento de tensão no Oriente Médio, que pressiona o preço do petróleo e exige nossa atenção. No Brasil, não vamos admitir que instabilidades externas sejam usadas como justificativa para práticas abusivas que prejudiquem o consumidor”, afirmou.

O governo tem intensificado o monitoramento da cadeia de abastecimento de combustíveis em meio à volatilidade do mercado internacional, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

De acordo com o ministério, o objetivo é ampliar a transparência na formação de preços e coibir distorções no setor.

Fonte: CNN Brasil