O ministro de Hidrocarbonetos, Mauricio Medinaceli, admite tensão no GLP e atribui a crise à política anterior.

O Governo estima que as reservas e a produção de gás natural permitirão atender à demanda do país por pelo menos cinco anos e, em um cenário favorável, esse horizonte poderá ser ampliado para seis ou sete anos.

Foi o que afirmou o ministro de Hidrocarbonetos, Mauricio Medinaceli, ao avaliar a situação atual do setor energético.

“A produção de gás natural, com alta probabilidade, está garantida por cinco anos; com uma probabilidade um pouco menor, poderíamos assegurar por seis ou sete anos, desde que os projetos em andamento sejam bem-sucedidos”, declarou a autoridade nesta terça-feira, ao se referir aos trabalhos de exploração e desenvolvimento atualmente em curso.

Nesse contexto, a administração do presidente Rodrigo Paz Pereira voltou a responsabilizar o governo anterior do Movimento ao Socialismo (MAS) pela queda sustentada da produção de hidrocarbonetos e pelo aumento da dependência de importações, especialmente de diesel, gasolina e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

Medinaceli explicou que, embora a produção nacional de GLP ainda seja suficiente para cobrir o consumo interno, o país enfrenta um novo problema relacionado ao contrabando.

Gás

“A produção interna abastece a demanda, mas agora todos os criminosos que contrabandeavam diesel passaram a contrabandear GLP”, afirmou, assegurando que o Executivo está trabalhando em controles para frear o desvio ilegal de botijões.

O ministro não descartou que o país tenha de recorrer à importação de GLP, caso a situação assim o exija, e lembrou que isso não seria inédito. Destacou que, nos últimos 20 anos, o Estado já importou esse energético em diversas ocasiões, em cumprimento à obrigação de garantir o abastecimento à população.

“Este é o resultado de todo o problema do setor de hidrocarbonetos: importamos mais de 90% do diesel, mais de 50% da gasolina, a produção de gás caiu e também a de GLP. Tudo isso decorre de uma política equivocada adotada desde 2006”, lamentou Medinaceli.

Por sua vez, o Ministério da Economia descartou que o Orçamento Geral do Estado (PGE) de 2026 esteja prevendo recursos para uma possível importação de GLP, como alertam alguns analistas.

Fonte: La Razón

Por Daniel Zenteno