O programa Gás do Povo, que subsidia a recarga do botijão de gás para famílias de baixa renda, deve favorecer o movimento nas revendas credenciadas. Segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), haverá aumento de 3,9% nas vendas de botijões de gás em 2026, puxadas pelo programa. O vendedor Amarilto Santos, que trabalha em um ponto do Distrito Federal, é um dos que observou aumento no movimento após o início da política do governo Lula.
— Depois que a gente aderiu ao Gás o Povo, a gente sentiu que o movimento mudou, aumentou, com mais gente à procura do gás — destaca.
A adesão das revendedoras ao Gás do Povo é voluntária. Nesse caso, basta estar autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e em situação regular na Receita Federal do Brasil, ter conta corrente PJ na Caixa e adquirir a máquina de cartão “Azulzinha” para ser revendedor no âmbito do programa.
Ao todo, 6,4 milhões de domicílios em todo o país assam a ter acesso à fonte de energia limpa e segura com o Gás do Povo. O programa é voltado às famílias compostas por pelo menos duas pessoas. É necessário estar no Programa Bolsa Família e possuir renda per capita de até meio salário mínimo, com os dados atualizados no Cadastro Único nos últimos dois anos.
Abigail Gomes é dona de casa e mora com o marido e as duas filhas em Vicente Pires, Região Administrativa do Distrito Federal. Beneficiária do Programa Bolsa Família, ela já recarregou, pela primeira vez, o botijão de gás de forma gratuita.
— Eu fiz a troca aqui e a gente não teve que acrescentar nada. Foi o valor que tinha no vale e eu já estou levando meu botijão cheio e estou muito feliz com isso — celebrou a dona de casa.
Fonte: Extra – Economia
