Fonte: RioNegro.com
No dia 28 de outubro, foi realizado o encontro “Gás Natural Veicular no transporte de cargas e GLP como vetor de intercâmbio de gás”, promovido pela OLACDE (Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia) e pelo CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe).
O evento faz parte do Projeto Regional de Integração Gasífera do Mercosul + Chile e foi realizado na Planta YPF Matanza, em Buenos Aires. A programação também pôde ser acompanhada por transmissão ao vivo pelo canal da OLACDE no YouTube.
O foco do encontro foi a crescente disponibilidade de recursos gasíferos na América do Sul, que abre novas oportunidades para reduzir a dependência de combustíveis importados e ampliar o intercâmbio energético entre os países.
O que foi debatido no evento?
Segundo os organizadores, um dos principais desafios para o transporte de cargas é reduzir o consumo de diesel importado por meio de uma maior utilização do gás natural.
Para isso, foram apresentados os resultados de uma análise sobre a competitividade econômica dos caminhões movidos a gás natural comprimido (GNC) e gás natural liquefeito (GNL) em comparação com os veículos movidos a diesel. O estudo considera os preços dos combustíveis, os custos de aquisição dos veículos, as necessidades de infraestrutura e as condições de financiamento.
O estudo também identifica corredores com potencial de utilização do gás natural e avalia diferentes cenários de substituição de combustíveis, seus efeitos sobre a demanda regional de gás e a possível economia de divisas.
Entre os casos analisados estão a logística de Vaca Muerta, o corredor de GNL da Rodovia 5, no Chile, e as principais rotas internacionais do Mercosul. Também foram examinados os obstáculos técnicos e regulatórios que condicionam a expansão do uso do gás natural no transporte pesado.
Além disso, foram apresentados os resultados da análise sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP) como vetor de intercâmbio regional, que contempla os balanços de oferta e demanda, sua utilização nos diferentes países e as perspectivas de crescimento da produção e das exportações associadas ao desenvolvimento de Vaca Muerta e do pré-sal brasileiro.
O estudo também identifica oportunidades de abastecimento para mercados com elevada dependência de importações ou de outros combustíveis.
Os painéis do encontro
A abertura institucional ficou a cargo de Guido Maiulini, chefe de Assessoria Estratégica da OLACDE, juntamente com representantes do CAF e autoridades nacionais do setor energético.
Em seguida, foram apresentados os resultados dos estudos, que serviram como ponto de partida para dois painéis:
– “Desafios para a expansão do uso do gás natural”: fabricantes de veículos, transportadores, especialistas do Ente Nacional Regulador do Gás e da Eletricidade (ENReGE) e representantes da YPF analisariam a disponibilidade de tecnologias, a infraestrutura e as condições de financiamento necessárias para ampliar o uso do gás natural no transporte pesado.
– “GLP: Oportunidades”: reuniria representantes da YPF Gas e pontos focais dos países participantes para discutir os desafios logísticos, as oportunidades de abastecimento e as condições comerciais necessárias para ampliar o intercâmbio regional.
