Fonte: Expreso
A falta de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) está dificultando o trabalho dos taxistas que utilizam sistemas bicombustíveis. As filas chegam a se estender por até 25 quarteirões.
Os taxistas de Guayaquil começaram outubro de 2026 enfrentando um problema que afeta diretamente suas jornadas de trabalho: a falta de GLP em vários postos de combustíveis da cidade.
Desde as primeiras horas deste dia 1º de outubro, motoristas que utilizam sistemas bicombustíveis, ou seja, que podem operar tanto com gasolina quanto com GLP, relataram dificuldades para encontrar o combustível. Em alguns postos, formaram-se longas filas de veículos aguardando a chegada do produto. Segundo os taxistas, as filas chegaram a se estender por até 25 quarteirões.
O problema não afeta apenas os motoristas de Guayaquil. Os taxistas afirmam que uma situação semelhante também ocorre em Durán, embora, até o momento, não haja uma explicação oficial sobre as causas do desabastecimento.
No entanto, o presidente da União dos Taxistas de Guayas, Jorge Gómez, informou ao Diario EXPRESO que o problema estaria relacionado a uma manutenção realizada no local de onde é despachado o GLP destinado aos táxis. “Conversei com o representante de um posto de combustíveis e ele me disse que houve uma manutenção em Pascuales, que é de onde o gás é despachado. A estimativa é de que entre 10h e 11h já haja gás. Recomendo aos taxistas que utilizem gasolina para trabalhar por algumas horas e não interrompam o serviço em um horário de pico, quando as pessoas usam táxi para ir ao trabalho ou às aulas.”
Um problema que já ocorreu em 2024
A situação lembra o que ocorreu em 2024, quando também foram registradas dificuldades no abastecimento de GLP para os táxis. Naquela ocasião, o problema estava relacionado às restrições para o fornecimento do combustível e às cotas estabelecidas para o setor.
Posteriormente, porém, esse modelo foi alterado. Por meio do Decreto Executivo 488, o Governo eliminou as restrições relativas às cotas mensais fixas de GLP para os táxis amarelos. A medida permitiu o livre abastecimento nos postos autorizados e abriu a possibilidade de incorporação de nova infraestrutura para a comercialização do combustível.
Por isso, os taxistas consideram que o cenário atual exige uma explicação, uma vez que as restrições de cotas existentes em 2024 foram eliminadas.
O Diario EXPRESO solicitou informações à Petroecuador para conhecer as causas da falta de GLP e determinar se existe algum problema na distribuição ou comercialização do produto. Até o fechamento da reportagem, não havia sido recebida uma resposta oficial.
Um combustível essencial para milhares de táxis
O GLP tem uma participação importante no transporte comercial. Entre 18 mil e 20 mil táxis formais do país operam com sistemas bicombustíveis, número que representa aproximadamente 25% da frota nacional.
O uso desse combustível está concentrado principalmente nas províncias da região costeira, entre elas Guayas, El Oro, Santa Elena e Manabí.
Em Guayaquil, um táxi que funciona com GLP consome aproximadamente 30 quilos para encher o tanque. Essa quantidade pode ser suficiente para completar uma jornada de trabalho e representa um gasto diário entre US$ 7 e US$ 10, segundo os taxistas. Caso utilizem gasolina, o gasto seria de aproximadamente US$ 35.
Por isso, quando o GLP não está disponível, o problema não se limita ao tempo perdido em uma fila. Os motoristas precisam procurar outro posto, aguardar a normalização do abastecimento ou recorrer à gasolina, o que pode elevar seus custos operacionais.
Fonte: Expreso
