Fonte: El Universal
O projeto permitirá receber navios de grande porte carregados com GLP em um novo terminal em Puerto Bahía, para armazenar o combustível em um enorme tanque refrigerado.
Na zona marítima multipropósito e multimodal de Puerto Bahía, no território insular de Barú, em Cartagena (Bolívar), está sendo construído o primeiro terminal de GLP refrigerado da Colômbia.
Esse importante projeto foi concebido para armazenar GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) a baixas temperaturas, o que permitirá maior capacidade e eficiência no uso do espaço destinado ao armazenamento do combustível, além de reduzir custos logísticos e contribuir para assegurar o abastecimento nacional desse energético.
Infraestrutura de ponta: como funcionará a tecnologia de refrigeração em Puerto Bahía?
Os dados coletados pela revista EMPRESAS indicam que a nova infraestrutura, equipada com automação de última geração, operará a uma temperatura média de aproximadamente -50 °C, mantendo o gás em estado líquido e a baixa pressão em um tanque de armazenamento refrigerado.
Atualmente, o GLP importado pela Colômbia chega pressurizado. A importação do produto refrigerado permitirá armazenar uma quantidade maior desse combustível em um espaço menor.
Capacidade e impacto logístico: de navios de grande calado ao transporte terrestre
Em declarações anteriores de Raúl Pérez Tatis, gerente-geral da Sociedad Portuaria Puerto Bahía, publicadas pelo El Universal, o executivo explicou que o projeto abre a possibilidade de receber navios de grande calado transportando GLP e armazenar até 25 mil toneladas do produto em um tanque refrigerado. Esse volume poderá ter várias rotações ao longo do mês e ser posteriormente distribuído por caminhões-tanque para diferentes regiões do país.
Está projetada uma capacidade de movimentação de 720 mil toneladas anuais para atender todo o mercado colombiano.
Projeção e cobertura: um impulso ao mercado energético e ao transporte multimodal
O GLP é utilizado principalmente em áreas residenciais rurais e urbanas onde não existe infraestrutura de gás natural domiciliar, além de atender a diferentes aplicações industriais.
A previsão é que a nova infraestrutura entre em operação no final de 2027 e alcance sua plena capacidade operacional, em grande escala, em 2028.
Nesse contexto, qualquer empresa que pretenda importar GLP para o país poderá utilizar essas novas instalações portuárias, contando com a possibilidade de armazenar o produto para sua posterior comercialização e distribuição.
Além disso, Puerto Bahía possui caráter multimodal e importantes vantagens hidrográficas, com conexão ao Canal del Dique e ao Rio Magdalena. Com calado marítimo de 20 metros, oferece condições físicas adequadas para receber navios de grande porte destinados ao transporte de cargas secas e líquidas.
Soberania energética e visão social: um investimento estratégico para o desenvolvimento da Colômbia
O novo projeto do terminal de GLP refrigerado está sendo desenvolvido para atender a uma parcela significativa da demanda nacional por esse energético alternativo, com investimento estimado em US$ 60 milhões. O valor inclui o tanque refrigerado, a área de carregamento dos caminhões-tanque que transportarão o gás aos clientes em diferentes regiões do país, além de adaptações como o braço de carregamento e as tubulações.
O gerente de Puerto Bahía, Raúl Pérez Tatis, ao comentar esse importante projeto, fez as seguintes considerações quando a decisão de investimento ainda estava sendo anunciada:
“A decisão de construir este terminal se deve principalmente a uma questão de mercado. O país precisa dessa infraestrutura porque a produção e as reservas de gás na Colômbia estão diminuindo; também há uma questão social e ambiental, pois o produto é necessário para as camadas de menor renda e para as áreas rurais, a fim de não incentivar o uso da lenha e, no final das contas, o que queremos.”
Fonte: El Universal
