Fonte: Valora Analitik

A empresa de gás liquefeito de petróleo (GLP) Grupo GasPaís afirmou que esse energético tem uma oportunidade de ganhar maior protagonismo durante o segundo semestre de 2026, diante das elevadas probabilidades de que a Colômbia enfrente um fenômeno El Niño de alta intensidade. Nesse contexto, a empresa prevê um papel mais relevante para o GLP.

A empresa acrescentou que o GLP também oferece vantagens ambientais, emitindo cerca de 20% menos dióxido de carbono do que o diesel e 50% menos do que o carvão. Nesse sentido, destacou que esse combustível se apresenta como uma alternativa eficiente e escalável, tanto para apoiar a transição energética quanto para enfrentar a conjuntura decorrente do déficit estrutural de gás natural e dos impactos do fenômeno El Niño sobre a oferta de energia.

GLP podría tener un mayor rol en el sistema energético por la falta de gas y el fenómeno de El Niño

Segundo a companhia, um episódio de El Niño reduz a geração hidrelétrica em razão da diminuição dos níveis dos reservatórios, obrigando ao aumento da geração termelétrica. Isso, por sua vez, eleva a demanda por gás natural e exerce pressão adicional sobre a oferta do combustível. Nesse cenário, o GLP pode se consolidar como um combustível complementar para garantir a continuidade das operações industriais.

A empresa também lembrou que os projetos de regaseificação do Pacífico (Buenaventura) e o da Frontera Energy, em Puerto Bahía (Cartagena), deverão entrar em operação entre novembro de 2026 e o primeiro trimestre de 2027. Entretanto, até que essa nova infraestrutura esteja em funcionamento, o país deverá enfrentar uma pressão ainda maior sobre o abastecimento de gás no curto prazo.

GLP podría tener un mayor rol en el sistema energético por la falta de gas y el fenómeno de El Niño

“O GLP demonstrou ser uma fonte de energia competitiva e confiável, capaz de responder rapidamente às necessidades do mercado. Isso tem sido fundamental para que muitas indústrias mantenham suas operações sem interrupções e a um custo competitivo. Na GasPaís, estamos há anos nos preparando para atender às necessidades dos setores produtivos e continuaremos fortalecendo nossas capacidades para acompanhar o crescimento da indústria colombiana”, afirmou Patricio Mura, gerente-geral do Grupo GasPaís.

A GasPaís ressaltou ainda que esse cenário coincide com o recorde de importação de gás natural registrado na primeira semana de junho de 2026, quando cerca de 32% da demanda nacional foi atendida com gás importado, segundo dados da Bolsa Mercantil da Colômbia e da Unidade de Planejamento Minero-Energético (UPME).

Além disso, projeções da Moody’s estimam que o déficit de gás poderá atingir 39% da demanda em 2026, reforçando, segundo a empresa, a necessidade de avançar na diversificação da matriz energética do país.

Fonte: Valora Analitik