Eufórico com a entrada da ENI e da Adnoc no upstream de Vaca Muerta, presidente da YPF afirma que a empresa será a quinta maior exportadora de GLP do mundo
Entusiasmado com o anúncio da entrada das empresas ENI e Adnoc no segmento de exploração e produção (upstream) de Vaca Muerta, o presidente da YPF, Horacio Marín, voltou a detalhar o projeto Argentina LNG e afirmou que a companhia se tornará a quinta maior exportadora de GLP (LPG) do mundo.
“A YPF será a empresa que mais exportará na Argentina, com US$ 17 bilhões por ano. Muito provavelmente criaremos uma empresa de trading no futuro, porque seremos o quinto maior exportador mundial de GLP”, afirmou.
O executivo também voltou a comentar o cenário geopolítico no Oriente Médio, destacando que a situação aumentou o interesse internacional pela Argentina.
“Estamos em uma região livre de conflitos, somos sustentáveis, oferecemos segurança e, hoje, o preço já não é tão importante quanto a segurança energética.”
Forte interesse pelo gás de Vaca Muerta
Nesse contexto, Marín afirmou que há grande interesse internacional no projeto.
“Recebemos contatos de todos os lados para participar do projeto.”
Segundo ele, a empresa realizou processos competitivos com elevado interesse de potenciais compradores de GNL (offtakers) na Europa e na Ásia.
“Realizamos licitações com muito apetite por parte de compradores da Europa e da Ásia, porque, do ponto de vista logístico, nosso GNL é mais competitivo para a Ásia do que qualquer GNL produzido nos Estados Unidos.”
O executivo projetou um forte crescimento da produção e das exportações.
“Esperamos alcançar níveis muito elevados de produção e exportação até dezembro de 2027, com as plantas de LNG já em construção.”
Marín destacou ainda a evolução recente da produção em Vaca Muerta.
“Já dobramos a produção de Vaca Muerta em apenas dois anos. A produção total da companhia permaneceu praticamente estável, mas a substituição da produção de campos maduros por barris provenientes de Vaca Muerta gerou mais de US$ 1,5 bilhão de EBITDA adicional para os acionistas.”
Aumentar a produtividade
Entre os desafios ainda existentes, o presidente da YPF voltou a enfatizar a necessidade de elevar a produtividade em toda a indústria.
Segundo ele, a produtividade aumentou 60%, tanto na perfuração de novos poços quanto nas operações de fraturamento hidráulico (fracking), mas ainda há espaço para avançar.
“Precisamos parar de enrolar e ser produtivos em toda a indústria.”
Parceria com a Tesla e aposta em data centers
Ao final de sua apresentação no evento promovido pela S&P Energy, Marín comentou sua visita à fábrica da Tesla, no Texas, e explicou que um dos principais objetivos da YPF é desenvolver um megadata center.
Segundo ele, a empresa também pretende acelerar sua atuação na eletrificação da mobilidade.
“Os motores elétricos são superiores aos motores a combustão, e os veículos elétricos oferecem melhor qualidade. Não podemos ficar para trás; precisamos evoluir. Chegamos a um acordo com a Tesla para vender eletricidade em nossas estações de serviço e vamos permitir que as pessoas possam percorrer diferentes regiões do país por meio de corredores de recarga.”
Além disso, informou que a YPF já está instalando sistemas de armazenamento de energia.
“Estamos implantando baterias em Dock Sud para atender aos picos de demanda e conversando com a Tesla para utilizar suas baterias em parceria com a YPF Luz. Também estamos avaliando o negócio de data centers, pois queremos verificar a viabilidade de construir um megadata center.”
Fonte: Más Energía
