A falta de pagamento dos subsídios ao gás liquefeito de petróleo (GLP) por parte do Governo nacional durante 2026 colocou em alerta o setor distribuidor desse combustível.
Foi o que manifestou Alejandro Martínez, presidente da Gasnova, que afirmou que o Ministério da Fazenda mantém uma dívida acumulada de $ 93 bilhões referente a conceitos relacionados a subsídios ao consumo e às redes de distribuição.
De acordo com o dirigente setorial, os recursos destinados a cobrir os subsídios para os usuários de menor renda não foram repassados no decorrer do ano, uma situação que poderia afetar a continuidade do serviço para milhares de lares colombianos que dependem do GLP para atividades básicas, como a preparação de alimentos.
“Estamos muito preocupados porque o Ministério da Fazenda não repassou os subsídios correspondentes ao consumo de GLP durante todo o ano de 2026 e, do último trimestre até o mês de maio deste ano, também não repassou os subsídios correspondentes às redes de distribuição”, afirmou Martínez.
O presidente da Gasnova explicou que a falta desses desembolsos está gerando pressões financeiras sobre as empresas encarregadas de garantir a prestação do serviço, especialmente em regiões afastadas onde o GLP representa uma das principais fontes de energia para as famílias.
Segundo a entidade, os subsídios são fundamentais para que os lares dos estratos 1 e 2 possam ter acesso ao combustível a preços mais baixos e para que as companhias distribuidoras mantenham a operação das redes que permitem levar o serviço a diferentes regiões do país.
Martínez advertiu que o atraso nos pagamentos está criando um cenário de incerteza para o setor e poderia comprometer o abastecimento caso a situação persista.
“Isso está gerando ou colocando um risco importante para a continuidade do abastecimento desse GLP que é utilizado pelas famílias dos estratos um e dois, as mais necessitadas do país”, assinalou.
O GLP é utilizado por milhões de colombianos, especialmente em municípios rurais e regiões onde não há cobertura de gás natural por rede. Por essa razão, a Gasnova insistiu na necessidade de que o Governo nacional agilize os desembolsos pendentes e garanta os recursos previstos para o esquema de subsídios.
Fonte: Semana – Colombia
