Fabricio Duarte defendeu a necessidade de uma resposta conjunta entre autoridades e indústria para enfrentar falhas na distribuição desse combustível.

O diretor da Associação Ibero-Americana de Gás Liquefeito de Petróleo (AIGLP), Fabricio Duarte, afirmou que o uso indevido de cilindros e instalações de gás liquefeito de petróleo (GLP) deve ser tratado como uma questão de segurança e regulação, e não apenas como um conflito comercial entre empresas.

“O erro mais comum dos reguladores é enxergar isso apenas como um problema comercial. Não é um problema comercial; é uma questão de segurança, técnica e regulatória”, afirmou Duarte durante o painel “Proteção do investimento e segurança em GLP a granel”, realizado no Fórum GLP na República Dominicana 2026, celebrado no hotel Intercontinental, em Santo Domingo.

O especialista explicou que as irregularidades relacionadas à intervenção em ativos de distribuição e ao uso indevido de cilindros representam riscos operacionais que exigem uma resposta integral por parte das autoridades e da indústria.

Nesse sentido, defendeu a necessidade de adotar uma visão “holística”, que combine tecnologia, fiscalização e colaboração entre os atores do setor para enfrentar as falhas que afetam o mercado de GLP a granel na região.

Duarte indicou que a indústria já conta com ferramentas de rastreabilidade e videomonitoramento capazes de supervisionar ativos em tempo real, o que permite detectar imediatamente qualquer intervenção não autorizada nos sistemas de distribuição.

Tecnologia

Da mesma forma, considerou que a integração da tecnologia com os mecanismos de fiscalização facilitaria a supervisão regulatória, ao permitir que as autoridades tenham acesso a informações em tempo real sobre a operação dos tanques e cilindros.

O diretor da AIGLP destacou que a rastreabilidade também pode ser aplicada por meio de mecanismos simples e de baixo custo, como a marcação em alto-relevo dos cilindros, o que ajuda a identificar a propriedade dos recipientes e a delimitar responsabilidades sobre seu enchimento e manuseio.

Por fim, ressaltou a importância de educar os consumidores sobre o respeito aos contratos e à propriedade dos recipientes, ao mesmo tempo em que exortou as empresas a fortalecerem os sistemas de rastreamento de seus equipamentos para reduzir as intervenções indevidas e reforçar a segurança no setor.

Fonte: El Dinero