Imagem: AmericaGLP

O envase e a venda de cilindros de 10 e 15 quilos de GLP na Argentina apresentaram aumentos menores do que outros energéticos, resultado da concorrência que prevaleceu nos últimos dois anos.

Desde janeiro de 2024 até hoje, os botijões de 10 quilos na porta do depósito tiveram uma variação ascendente de entre 150% e 180%. Isso ocorreu no contexto das políticas de desregulamentação do atual governo, que levou o mercado de “preços fixos” de venda a “valores sugeridos”.

Podemos observar que o percentual de aumento é alto, mas menor do que os registrados em outros energéticos. Por exemplo, a tarifa de gás natural por rede teve, no mesmo período, um aumento de entre 577% e 650%, conforme a região geográfica e a categoria de usuário. Já a energia elétrica, também no mesmo período, teve aumento de 400% até 600%, igualmente conforme a região geográfica e a categoria de usuário.

Também não se pode deixar de comparar os aumentos no preço do botijão com, por exemplo, a inflação, que acumulou 249% no mesmo período. Ou com a gasolina e o diesel, um dos principais insumos das fracionadoras, que já superaram 600%.

Esses valores permitem tirar algumas conclusões. Por exemplo, exceto nos grandes centros urbanos, a combinação de eletricidade e gás envasado acaba sendo o eixo energético que impulsiona a vida cotidiana nas residências. Ambos os energéticos, de fácil acessibilidade e baixo custo, permitem suprir todas as necessidades domésticas de cozinhar, aquecer água ou se aquecer. Por isso, o gás por rede vai perdendo participação de mercado, devido ao alto custo de acesso.

Fonte: AmericaGLP