O consumo de combustíveis automotivos aumentou 6,2% no último mês de março em comparação anual, para 2.494 quilotoneladas (kt), impulsionado pelas gasolinas, cujo uso cresceu 15,5%, enquanto o de diesel aumentou 3,5%.

Em meio ao conflito no Oriente Médio, a incerteza quanto ao abastecimento futuro e o temor de novas altas de preços podem ter influenciado um maior consumo, assim como o abastecimento dos motoristas para os primeiros dias das férias da Semana Santa, segundo especialistas consultados pela EFE.

De acordo com as informações publicadas nesta segunda-feira pela Corporação de Reservas Estratégicas de Produtos Petrolíferos (Cores), o consumo desses combustíveis aumentou 14% em relação ao mês anterior, enquanto nos três primeiros meses do ano cresceu 1,4%.

Por tipo de combustível, em março cresceu o consumo de gasolinas nos mencionados 15,5%, enquanto o de querosenes aumentou 8,1% e o de gasóleos, 3,6%. Por outro lado, o uso de GLP caiu 11,7% e o de fuelóleos, 8,5%.

No primeiro trimestre do ano, o consumo de gasolina cresceu quase 10%; o de querosenes, 4,2%; e o de gasóleos, 1,1%, enquanto caíram os de gás liquefeito de petróleo (GLP) (-5,4%) e fuelóleos (-14,2%).

Cresce o consumo de gás natural

Além disso, o consumo de gás natural aumentou 2,1% em março em comparação anual, alcançando 28.628 gigawatts-hora (GWh). O consumo convencional caiu 9,1%, enquanto o destinado à geração elétrica e o GNL de consumo direto aumentaram 44,3% e 13,4%, respectivamente.

Em um mês, ou seja, em relação a fevereiro de 2026, o consumo total cresceu 4,5%, impulsionado pelo consumo destinado à geração elétrica, que aumentou 20,9%, e pelo gás natural liquefeito, ou GNL, de consumo direto, que cresceu 16,7%. Por sua vez, o uso de gás convencional caiu 1,3%.

Segundo os dados acumulados nos três primeiros meses, o consumo de gás natural situou-se em 91.644 GWh, após crescer 3,1% em termos anuais.

Nesse período, o consumo convencional recuou 3%, enquanto o destinado à geração elétrica cresceu 23,3% e o GNL de consumo direto, 9,3%.

Fonte: El Periodico de la Energía