O Governo nacional determinou a aplicação de diversas medidas para evitar o contrabando de botijões de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para outros países, como Argentina e Peru, entre elas a exigência do documento de identidade, controles nas fronteiras e a análise da implementação de controle eletrônico por meio de chips, com o objetivo de manter o preço do botijão em Bs 22,50, com subsídio.

Apesar dos anúncios de que o abastecimento do combustível seria normalizado, as filas persistem, uma vez que o GLP é um insumo essencial para que as famílias preparem seus alimentos e também para os estabelecimentos de alimentação, que viram suas atividades afetadas pela falta do produto ou porque agora precisam pagar mais para adquiri-lo de revendedores.

Uma das primeiras medidas adotadas foi a exigência do documento de identidade para a venda de um botijão por pessoa. No entanto, a população foi obrigada a recorrer aos pontos de distribuição da YPFB para adquirir os botijões de GLP ao preço de Bs 22,50, já que o produto deixou de ser encontrado nas lojas.

De acordo com reportagens da imprensa, diariamente saem da planta da YPFB cerca de 48 caminhões com botijões de GLP, que deveriam ser suficientes para atender à demanda. Contudo, os veículos já não são vistos nos bairros, nem se ouve o característico toque de buzina anunciando a venda do gás.

O ministro de Hidrocarbonetos e Energias, Mauricio Medinaceli, adiantou que “nos próximos dias, esperamos que até o fim de semana tudo esteja regularizado, pois a produção é suficiente”, segundo a Unitel.

Medinaceli explicou que o “consumo diário, que era de 1.400 toneladas por dia, subiu para 1.700” neste período e revelou que “cerca de 20% novamente está sendo desviado. Isso é o que precisamos controlar”.

Os consumidores denunciam que, em Cochabamba, chegam a pagar até Bs 30 por um botijão de GLP, quando antes adquiriam o produto por Bs 22,50, graças ao subsídio mantido pelo Governo para não afetar os setores mais vulneráveis.

O Ministério de Hidrocarbonetos e Energias anunciou que está elaborando um projeto com o objetivo de frear o contrabando de gás liquefeito de petróleo (GLP) por meio da aplicação de dispositivos eletrônicos de controle nos botijões. Paralelamente, continuam sendo realizados controles.

A autoridade reiterou que, em países vizinhos, como o Peru, o botijão de GLP custa mais de Bs 100, enquanto na Bolívia esse combustível mantém o preço de Bs 22,50, valor considerado “significativamente mais baixo” em comparação.

Fonte: Los Tiempos