O ministro de Hidrocarbonetos e Energias, Mauricio Medinaceli, informou que as “máfias” dedicadas ao contrabando transferiram sua atividade para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), após a redução do tráfico ilegal de diesel.

“Essas redes se aproveitam da grande diferença de preços entre a Bolívia e os países vizinhos, onde um botijão pode ser vendido por mais de Bs 120, enquanto no país custa Bs 22,50.
O contrabando de GLP gera perdas diárias de aproximadamente 200 mil dólares e afeta tanto os recursos do Estado quanto o abastecimento das famílias”, afirmou.

Para combater esse ilícito, o governo prepara um projeto de controle eletrônico nos botijões, que impediria seu uso fora do país. Medinaceli explicou que esse mecanismo será baseado em tecnologia semelhante à utilizada em outros países, onde os botijões são bloqueados automaticamente caso não cumpram sua função de abastecer o mercado interno.

O ministro esclareceu que não está previsto aumento no preço do GLP, por se tratar de um produto essencial para os lares, especialmente para os setores mais vulneráveis. O objetivo do projeto é proteger os recursos estratégicos e garantir o fornecimento seguro do combustível.

Fonte: El Alteño