Cerca de 10 milhões de peruanos que vivem em áreas onde o gás natural não chegará ainda precisam ser atendidos com combustíveis mais limpos por meio do Programa Vale de Desconto GLP do FISE, uma lacuna que mantém elevados níveis de pobreza energética e afeta diretamente a saúde e o desenvolvimento das famílias mais vulneráveis. Diante desse cenário, o Ministério de Energia e Minas (Minem) vem promovendo uma política de portas abertas, realizando reuniões com diversas entidades e instituições para adotar medidas que acelerem a massificação do gás natural e fortaleçam as alternativas energéticas disponíveis.

Com a SPH

Como parte dessa estratégia de diálogo, o vice-ministro de Hidrocarbonetos, Luis Enrique Jiménez Borra, realizou uma reunião com representantes da Sociedad Peruana de Hidrocarburos (SPH), na qual foram discutidos o avanço da massificação do gás natural nas regiões, o impulso do Estado a projetos para levar esse recurso ao centro e ao sul do país, bem como o desenvolvimento da indústria petroquímica.

Durante o encontro, também foram analisados os fatores que têm desacelerado esse processo, entre eles um marco regulatório que requer ajustes e a limitada exploração para recompor as reservas de gás natural — aspectos que foram identificados pelas novas autoridades como prioritários para garantir a sustentabilidade do setor e o abastecimento futuro.

SPGL: Vale FISE

Em linha com uma visão integral de redução de lacunas, o vice-ministro Jiménez, junto com a equipe técnica da Direção Geral de Hidrocarbonetos (DGH) e do Fundo de Inclusão Social Energética (FISE), reuniu-se com representantes da Sociedad Peruana de Gas Licuado, com o objetivo de fortalecer políticas voltadas para reduzir a pobreza energética e melhorar a qualidade de vida das famílias peruanas.

Nessa reunião, foi destacado o papel estratégico do Programa Vale de Desconto GLP do FISE, uma política pública que permite que milhares de lares tenham acesso a um combustível mais limpo e seguro, especialmente em áreas rurais e urbanas afastadas onde o gás natural por rede não é uma alternativa viável.

Soluções de acordo com a realidade geográfica do país

O vice-ministro ressaltou que, para avançar no fechamento das lacunas energéticas, é fundamental considerar todas as fontes energéticas disponíveis, combinando gás natural, GLP e outras alternativas de acordo com as características geográficas e socioeconômicas de cada região.

Além disso, foi proposta a promoção de um trabalho articulado entre os setores público e privado para impulsionar a transição para combustíveis mais limpos, contribuindo para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável, reafirmando o compromisso do Minem de manter um diálogo permanente com os atores do setor em benefício do bem-estar das famílias e do desenvolvimento do país.

Fonte: El Gas Noticias